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Despedida de solteira

30 de julho de 2026 3 min de leituraPor BonecaHot
Fantasias

A despedida de solteira da minha prima foi num apartamento alugado na Barra, com doze mulheres, muita bebida, chapéus de noiva com véu e, claro, o tradicional stripper, contratado como surpresa pela irmã da noiva.

Ele chegou vestido de policial. Alto, ombros largos, um sorriso safado que fez a sala inteira gritar antes mesmo de ele tirar o quepe. A música começou, as luzes ficaram baixas, e ele dançou para a noiva, que ficou vermelha como um tomate, escondendo o rosto nas mãos.

Eu era a madrinha. Fiquei num canto, rindo, tomando espumante, assistindo à cena. Mas reparei que, a cada giro, o policial olhava para mim. Quando ele tirou a camisa, olhou para mim. Quando tirou o cinto, olhou para mim. Minhas amigas perceberam.

— Ele está te encarando — sussurrou a Paula.

— Ele está trabalhando.

— Ele está te encarando, Renata.

No fim da apresentação para a noiva, ele pegou o microfone da caixinha de som e anunciou:

— Agora eu vou escolher alguém da plateia para uma dança especial.

A sala inteira apontou para mim. Eu neguei com a cabeça, rindo, mas fui empurrada até a cadeira no meio da sala. Ele colocou uma música lenta, de batida grave, e começou a dançar só para mim.

Foi diferente da dança da noiva. Mais lenta, mais perto, mais intensa. Ele sentou no meu colo, se inclinou, encostou a boca no meu ouvido e disse, por baixo da música:

— Você é a mais bonita da festa.

— Você fala isso para todas.

— Falo. Mas para você é verdade.

Ele pegou minhas mãos e colocou no peito dele, devagar, deixando que eu sentisse o coração disparado. Depois levantou, ficou de costas e se abaixou até o chão, e eu não consegui parar de olhar. As doze mulheres gritavam, mas eu já não ouvia mais nada.

A apresentação acabou. Ele recolheu as roupas, agradeceu, recebeu o pagamento e foi embora. Eu fiquei com o rosto quente o resto da noite.

Às duas da manhã, quando as convidadas já estavam dormindo pelos sofás, meu celular vibrou. Mensagem de um número desconhecido.

"Peguei seu número na lista de convidadas que a irmã da noiva me mandou. Me desculpe a ousadia. Estou na lanchonete da esquina. A segunda dança é por minha conta."

Desci de chinelo e chapéu de noiva com véu, que esqueci de tirar. Ele estava de calça jeans e camiseta, sem nada de policial. Mais bonito ainda.

— A segunda dança não tem plateia — ele disse.

O hotel dele ficava a dez minutos. A segunda dança foi muito mais longa que a primeira. E, ao contrário da primeira, ninguém ficou de roupa no final.

No casamento da minha prima, eu fui de madrinha. E levei acompanhante. A noiva olhou para ele e quase desmaiou.

— Renata! É o policial!

— Ele tem nome, sabia? É Diogo. E hoje ele está de folga.

Obra de ficção para maiores de 18 anos. Todos os personagens são adultos. Qualquer semelhança com pessoas reais é coincidência.

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