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A fotografia proibida

4 de outubro de 2026 2 min de leituraPor BonecaHot
Fantasias

Eu queria dar um presente diferente para o meu namorado no Dia dos Namorados. Algo que ele nunca fosse esquecer. Uma amiga sugeriu um ensaio sensual, desses boudoir, com lingerie e luz baixa. Marquei com um fotógrafo indicado por ela, num estúdio pequeno no centro.

O fotógrafo se chamava Gabriel e era muito mais jovem do que eu esperava. Cabelo comprido preso, barba rala, braços cheios de tatuagem e uma calma que me deixou à vontade logo de cara.

— A regra é uma só — ele disse, ajustando as luzes. — Você não posa para mim. Você posa para quem vai ver as fotos. Pensa nele o tempo todo.

Comecei de roupão de seda, sentada numa poltrona de veludo vermelho. Ele fotografava de longe, falando baixo, dando instruções delicadas. "Baixa o ombro. Agora olha para a lente como se ela fosse ele." Fui me soltando. O roupão foi escorregando. Quando dei por mim, estava só de lingerie preta, deitada num lençol branco, com as luzes quentes desenhando sombras no meu corpo.

— Você é muito fotogênica — ele disse, chegando mais perto com a câmera. — Mas está pensando demais.

— Em quê?

— Nas fotos. Esquece as fotos. Pensa no que você quer sentir.

Ele se ajoelhou na beira da cama para um ângulo de cima. Eu olhei para a lente, e atrás da lente havia aqueles olhos castanhos me observando com uma atenção que meu namorado nunca tinha tido. O disparo da câmera ficou mais lento. Depois parou.

— Desculpa — ele disse, baixando a câmera. — Eu nunca faço isso. Mas eu precisei parar para te olhar sem a lente.

O ar do estúdio ficou pesado. Eu sabia que devia levantar, me vestir e ir embora com as fotos lindas que ele já tinha feito. Em vez disso, estiquei a mão e puxei o elástico do cabelo dele, que caiu sobre os ombros.

— Então olha.

Ele colocou a câmera no chão com um cuidado de quem larga um bebê. Depois subiu na cama, devagar, e me beijou como se pedisse desculpas e permissão ao mesmo tempo. As luzes quentes continuavam acesas sobre nós, e eu pensei, rindo por dentro, que aquele seria o ensaio mais bem iluminado da história.

As fotos ficaram lindas. Meu namorado chorou quando viu o álbum. "Você estava pensando em mim?", ele perguntou. "O tempo todo", menti. Mas o melhor clique daquele dia ficou só na minha memória, e nenhuma câmera registrou.

Obra de ficção para maiores de 18 anos. Todos os personagens são adultos. Qualquer semelhança com pessoas reais é coincidência.

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